terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Pontos turísticos
---Observatório Astronômico Antares :
Observatório Astronômico Antares de Feira de Santana na Bahia, foi fundado oficialmente em 25 de setembro de 1971, e posteriormente incorporado ao patrimônio da Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, em agosto de 1992. Constitui-se em um centro de pesquisas no campo das ciências astronômicas, física solar, e de sensoriamento remoto. Várias atividades são desenvolvidas com professores e estudantes de 1º e 2º graus, destacando-se: observações astronômicas ao vivo, aulas, cursos, palestras, projeções de vídeo sobre a história dos programas espaciais, utilização da Biblioteca e sessões especiais no Planetário. No nível de 3º grau, os professores e estudantes universitários das áreas de Ciências Exatas e Naturais, utilizam os equipamentos aqui instalados, para desenvolverem as atividades relacionadas às disciplinas de física, geografia, e sensoriamento remoto. Também recebe visita de turmas de alunos das Universidades e Faculdades instaladas em Salvador, assim como de Escolas Estaduais, Municipais e Particulares de Ensino de várias cidades do Estado. Consta ainda de um auditório com capacidade para 60 pessoas, dotado de uma grande tela para projeção, onde são ministrados cursos, palestras e seminários, sempre com utilização de um projetor (telão), que possibilita a obtenção de imagens ao vivo de satélites, programas informatizados e exibição de fitas de vídeo.
---Mercado de Arte Popular:
Criado como Mercado Municipal em 1914 pelo coronel Bernardino da Silva Bahia, com uma arquitetura neoclássica, abrigou por décadas o comércio de secos e molhados e principal ponto da grande feira de gado que acontecia todos os sábados e segundas-feiras, reunindo os caboclos do sertão que negociavam os produtos nordestinos. Em 1976, quando Feira de Santana inaugurou seu novo entreposto comercial, o Centro de Abastecimento, o Mercado Municipal foi fechado. Em 1980, no governo do prefeito Colbert Martins da Silva, o Mercado Municipal sofreu uma reforma, mantendo a sua fachada arquitetônica, e foi transformado em espaço comercial e de cultura popular, de culinária colorida e saborosa, abrigando também um artesanato rico, ponto de encontro e apresentação de cordelistas e repentistas, além de outros produtos regionais e passou a se chamar Mercado de Arte Popular. O prédio foi tombado em 1992 pelo IPAC e mais uma vez reformado. A reforma foi realizada pelo Governo do estado, tendo como governador César Borges, e graças a sensibilidade do senador Antônio Carlos Magalhães recebeu novo interior, novas estruturas para o comércio dos artesãos, palco de entretenimento, onde os artistas apresentam os seus trabalhos, na música, na poesia e nas artes dramáticas. No Mercado de Arte Popular você encontra esculturas, bijuterias, bordados, vestuário, artesanato em couro e palha, comidas típicas e outros itens da vida nordestina. O Mercado de Arte Popular é hoje um espaço amplo para os visitantes que desejam conhecer a terra e a gente da Princesa do Sertão.
Feira de Santana a Princesa do Sertão

Feira de Santana
As primeiras medidas para transformar no que é hoje Feira de Santana, começaram com a criação da vila em 13 de novembro de 1832. O Município e a Vila foram criados no dia 9 de maio de 1833, com a denominação de Villa do Arraial de Feira de Sant’Anna, com o território desmembrado de Cachoeira, constituídas pelas freguesias de São José das Itapororocas (sede), Sagrado Coração de Jesus do Perdão e Santana do Camisão, atual município de Ipirá.
A instalação do Município ocorreu em 18 de setembro do mesmo ano, quando foram empossados os primeiros vereadores: capitão Manoel da Paixão Bacellar e Castro - primeiro presidente, reverendos Luiz José Antônio Manoel Vitorino e Antônio Manoel Paulino Nascimento, capitão Joaquim José Pedreira Mangabeira e Joaquim Caribé Meretova. O primeiro intendente, a partir da Proclamação da República, foi Joaquim de Melo Sampaio.
A lei provincial nº 1.320, de 16 de junho de 1873, elevou a vila à categoria de cidade. A partir daí, passou a ser chamada de Cidade Commercial de Feira de Santana. Os decretos estaduais 7.455 e 7.479, de 23 de junho e 8 de agosto de 1931, respectivamente, simplificaram o nome para Feira. O decreto estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, oficializou a denominação do município: Feira de Santana.
O nome da cidade é uma homenagem dos considerados fundadores. No século XVIII, o casal Domingos Barbosa de Araújo e Anna Brandoa ergueu uma capela na Fazenda Sant’Anna dos Olhos D’Água, em homenagem à sua santa de devoção, Senhora Sant’Anna.
Começava a nascer ali um ponto obrigatório de tropas, viajantes e tropeiros procedentes do alto sertão baiano e de outros Estados a caminho do porto de Cachoeira, então a vila mais importante da Bahia. Surgia ali um cada vez mais próspero comércio de gado, ao lado de uma feira periódica.
O crescente ritmo de desenvolvimento do povoado exigiu a construção de ruas largas, onde começaram a ser instaladas casas comerciais em grande quantidade, para atender à população que crescia somada a chegada de brasileiros e estrangeiros que adotaram Feira de Santana como moradia.
Esse acelerado ritmo de crescimento levou o povo a reivindicar a criação do município. Era o nascimento daquela que se transformaria na segunda cidade do Estado, 31ª do país e uma vocação para atrair gente de todas as partes do país pela sua localização geográfica, como o entroncamento que une o país, e a hospitalidade do seu povo.
