terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pontos turísticos

Criado em 1967, pelo empresário Assis Chateaubriand, o Museu Regional de Feira de Santana foi instalado em um prédio da Prefeitura Municipal, adaptado na época, sob a orientação dos arquitetos Jader Tavares, Diocleciano Barreto, Fernando Frank e Oto Gomes. No final do ano de 1995, a UEFS, que administrava o Museu, transfere todo o acervo para o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), que surgiu com a revitalização da área onde funcionou a antiga Escola Normal na rua Conselheiro Franco. O pode público municipal, consciente da importância histórica do edifício que durante quase trinta anos abrigou o Museu Regional, o Departamento de Cultura do Município desenvolveu um projeto visando a preservação do espaço como área cultural, e criou o Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana. Em julho de 1996, definitivamente, a cultura de Feira de Santana incorpora, em seu acervo, a tecnologia. A partir da inauguração do Museu de Arte Contemporânea, a cidade cria um novo conceito de museu. Os quadros pendurados em posições imutáveis deram lugar, oportunamente, às imagens duma tela de computador ligado à Internet, a rede mundial de computadores. Tornou-se um museu vivo. O primeiro museu hight tech de todo Norte/Nordeste. Navegando pelas ondas da Internet, o visitante conhecerá os acervos dos principais museus do mundo. A concepção inovadora do espaço, onde funcionou por décadas o Museu Regional, é mostrar as grandes obras artísticas da humanidade, trazendo ao público o que é feito por artistas da região, tirando das exposições o aspecto contemplativo para algo que possa ser questionado. Os visitantes têm acesso a um banco de dados imensurável em museus de várias partes do mundo e incursões em galerias dos grandes centros, onde normalmente acontecem vernissages de artistas conhecidos. A idéia é promover um longo e fecundo intercâmbio com artistas de outras regiões. A tecnologia de ponta utilizada pelo MAC permitirá, entre outras coisas, a ampliação do conhecimento cultural de toda uma comunidade. Na primeira exposição coletiva realizada no MAC, participaram vários artistas, tanto do interior como da capital. De Salvador, mostraram seus trabalhos: Calasans Neto, Juarez Paraíso, Silvério Guedes, Baldomiro da Cruz, Chico Liberato, Fernando Pinto, João Rosa, Tati Moreno, Washington Falcão e Sante Scaldaferri. De Feira de Santana: Antônio Brasileiro, Jorge Galeano, Maristela Ribeiro, Herivelton Figueirêdo, José Arcanjo, Graça Falcão, Edson Machado, Hélio Dórea, Lucely Guimarães, Luiz Gonzaga, Nanja, Pithon, Nailson Chaves, Rosalice, Sônja Cardoso, Dalbert, Cida Vasconcelos, César Kelly, Bena, Rui Passos e Mirian Abdon. De Cachoeira, Luiz Marcelo e Pedro Arcanjo.


---Observatório Astronômico Antares :



Observatório Astronômico Antares de Feira de Santana na Bahia, foi fundado oficialmente em 25 de setembro de 1971, e posteriormente incorporado ao patrimônio da Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, em agosto de 1992. Constitui-se em um centro de pesquisas no campo das ciências astronômicas, física solar, e de sensoriamento remoto. Várias atividades são desenvolvidas com professores e estudantes de 1º e 2º graus, destacando-se: observações astronômicas ao vivo, aulas, cursos, palestras, projeções de vídeo sobre a história dos programas espaciais, utilização da Biblioteca e sessões especiais no Planetário. No nível de 3º grau, os professores e estudantes universitários das áreas de Ciências Exatas e Naturais, utilizam os equipamentos aqui instalados, para desenvolverem as atividades relacionadas às disciplinas de física, geografia, e sensoriamento remoto. Também recebe visita de turmas de alunos das Universidades e Faculdades instaladas em Salvador, assim como de Escolas Estaduais, Municipais e Particulares de Ensino de várias cidades do Estado. Consta ainda de um auditório com capacidade para 60 pessoas, dotado de uma grande tela para projeção, onde são ministrados cursos, palestras e seminários, sempre com utilização de um projetor (telão), que possibilita a obtenção de imagens ao vivo de satélites, programas informatizados e exibição de fitas de vídeo.


---Mercado de Arte Popular:



Criado como Mercado Municipal em 1914 pelo coronel Bernardino da Silva Bahia, com uma arquitetura neoclássica, abrigou por décadas o comércio de secos e molhados e principal ponto da grande feira de gado que acontecia todos os sábados e segundas-feiras, reunindo os caboclos do sertão que negociavam os produtos nordestinos. Em 1976, quando Feira de Santana inaugurou seu novo entreposto comercial, o Centro de Abastecimento, o Mercado Municipal foi fechado. Em 1980, no governo do prefeito Colbert Martins da Silva, o Mercado Municipal sofreu uma reforma, mantendo a sua fachada arquitetônica, e foi transformado em espaço comercial e de cultura popular, de culinária colorida e saborosa, abrigando também um artesanato rico, ponto de encontro e apresentação de cordelistas e repentistas, além de outros produtos regionais e passou a se chamar Mercado de Arte Popular. O prédio foi tombado em 1992 pelo IPAC e mais uma vez reformado. A reforma foi realizada pelo Governo do estado, tendo como governador César Borges, e graças a sensibilidade do senador Antônio Carlos Magalhães recebeu novo interior, novas estruturas para o comércio dos artesãos, palco de entretenimento, onde os artistas apresentam os seus trabalhos, na música, na poesia e nas artes dramáticas. No Mercado de Arte Popular você encontra esculturas, bijuterias, bordados, vestuário, artesanato em couro e palha, comidas típicas e outros itens da vida nordestina. O Mercado de Arte Popular é hoje um espaço amplo para os visitantes que desejam conhecer a terra e a gente da Princesa do Sertão.

Feira de Santana a Princesa do Sertão



Feira de Santana



As primeiras medidas para transformar no que é hoje Feira de Santana, começaram com a criação da vila em 13 de novembro de 1832. O Município e a Vila foram criados no dia 9 de maio de 1833, com a denominação de Villa do Arraial de Feira de Sant’Anna, com o território desmembrado de Cachoeira, constituídas pelas freguesias de São José das Itapororocas (sede), Sagrado Coração de Jesus do Perdão e Santana do Camisão, atual município de Ipirá.
A instalação do Município ocorreu em 18 de setembro do mesmo ano, quando foram empossados os primeiros vereadores: capitão Manoel da Paixão Bacellar e Castro - primeiro presidente, reverendos Luiz José Antônio Manoel Vitorino e Antônio Manoel Paulino Nascimento, capitão Joaquim José Pedreira Mangabeira e Joaquim Caribé Meretova. O primeiro intendente, a partir da Proclamação da República, foi Joaquim de Melo Sampaio.
A lei provincial nº 1.320, de 16 de junho de 1873, elevou a vila à categoria de cidade. A partir daí, passou a ser chamada de Cidade Commercial de Feira de Santana. Os decretos estaduais 7.455 e 7.479, de 23 de junho e 8 de agosto de 1931, respectivamente, simplificaram o nome para Feira. O decreto estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, oficializou a denominação do município: Feira de Santana.
O nome da cidade é uma homenagem dos considerados fundadores. No século XVIII, o casal Domingos Barbosa de Araújo e Anna Brandoa ergueu uma capela na Fazenda Sant’Anna dos Olhos D’Água, em homenagem à sua santa de devoção, Senhora Sant’Anna.
Começava a nascer ali um ponto obrigatório de tropas, viajantes e tropeiros procedentes do alto sertão baiano e de outros Estados a caminho do porto de Cachoeira, então a vila mais importante da Bahia. Surgia ali um cada vez mais próspero comércio de gado, ao lado de uma feira periódica.
O crescente ritmo de desenvolvimento do povoado exigiu a construção de ruas largas, onde começaram a ser instaladas casas comerciais em grande quantidade, para atender à população que crescia somada a chegada de brasileiros e estrangeiros que adotaram Feira de Santana como moradia.
Esse acelerado ritmo de crescimento levou o povo a reivindicar a criação do município. Era o nascimento daquela que se transformaria na segunda cidade do Estado, 31ª do país e uma vocação para atrair gente de todas as partes do país pela sua localização geográfica, como o entroncamento que une o país, e a hospitalidade do seu povo.